Histórico

1993
Oito crianças e jovens de um grupo de 70 meninos na rua Yvonne Bezerra de Mello foram assassinados por policiais na chacina da Candelária. Um dos sobreviventes voltou a morar com sua família em uma pequena favela, sob um viaduto em São Cristóvão. Continuando a atender a esse menino, Yvonne conviveu com os outros moradores do local e criou o COQUEIRINHO – primeiro esboço do que seria a escola UERÊ. Permaneceu ali de maneira precária durante quatro anos patrocinando alimentação e escolaridade para cerca de 80 crianças/dia.

1997
A prefeitura do Rio de Janeiro removeu a favela ali existente para o Complexo da Maré, em Bonsucesso. O PROJETO UERÊ acompanhou essa população permanecendo até 1998 nos abrigos da prefeitura no dito Complexo até o assentamento daquela população no local chamado Baixa do Sapateiro.

1998
O PROJETO UERÊ confirmou-se como Organização Não-Governamental fortalecendo a proteção integral de direitos de crianças e adolescentes atuando com mais enfoque na prevenção. Na parte pedagógica especializou-se em crianças com traumas constantes causados por diversos tipos de violência levando a bloqueios e graves problemas de aprendizado.

Desde 1998 o Projeto Uerê não cessou de aumentar o número de crianças e de funcionários e firmou-se no cenário nacional e internacional como uma organização respeitada e uma escola modelo no atendimento a crianças traumatizadas. A pedagogia UERÊ-MELLO tornou-se política pública na rede de ensino do Município do Rio de Janeiro em 2009 em zonas conflagradas na cidade.